Boxe

Canelo domina, mantém títulos mundiais de boxe e volta a varrer categoria

Saul Canelo deu nova amostra do porquê é o maior nome do boxe mundial dos últimos anos. Neste sábado (30), em Las Vegas (EUA), o mexicano venceu com tranquilidade Jermell Charlo e novamente gerou uma indigesta dúvida para os promotores que cuidam de sua carreira: como encontrar um rival capaz de desafiá-lo no ringue e motivar os fãs a assistirem a luta?

Diante de Charlo, Canelo manteve a superioridade por 12 rounds e ditou o ritmo do combate a todo instante. Com o triunfo por decisão unânime dos jurados laterais, o ídolo mexicano manteve os cinturões da WBC (Conselho Mundial de Boxe), WBA (Associação Mundial de Boxe), IBF (Federação Internacional de Boxe) e WBO (Organização Mundial de Boxe) dos super-médios (76 kg).

Multicampeão mundial, Canelo, aos 33 anos, já conquistou cinturões em cinco divisões de peso diferentes. Atualmente dono dos quatro títulos mais importantes da sua divisão, o mexicano viu em Charlo, americano imbatível entre os super-meio-médios (70 kg), um rival capaz de gerar engajamento suficiente para que a super luta saísse do papel. No ringue, no entanto, a disparidade foi grande.

Após a vitória, o atleta aumentou seu cartel invejável para 64 lutas, sendo 60 vitórias, dois empates e apenas duas derrotas – para Floyd Mayweather em 2013 e para o russo Dmitry Bivol, na divisão dos meio-pesados (79 kg). Após o novo triunfo, portanto, é de se esperar que seus promotores voltem a pensar em um novo desafio na categoria de cima em busca de novos desafios.

A luta

O assalto inicial foi marcado pelo excesso de cautela dos atletas. Enquanto Canelo buscava cercar o rival e pressioná-lo contra as cordas, Chalo apenas girava ao redor do ringue sem se preocupar em atacar. Resultado, três minutos mornos que foram marcados pelo domínio territorial do mexicano. Canelo 10 x 9 Charlo.

Na segunda etapa, Canelo foi mais agressivo e, mesmo com pouco volume de golpes, apostou na potência de seus cruzados para encurralar o rival em três oportunidades. Acuado, Charlo apenas se defendeu. Canelo 20 x 18 Charlo.

O boxeador americano mostrou um pouco mais de atitude no terceiro assalto. No contra golpe, Charlo arriscou duas entradas em Canelo, que não pareceu ter pressa para impor seu domínio. Após pressionar o oponente contra as cordas novamente, o mexicano acertou alguns golpes na linha de cintura e garantiu nova parcial. Canelo 30 x 27 Charlo.

O quarto round foi o marco do aumento da contundência dos golpes dos atletas. Em dois momentos, Canelo conectou cruzados por cima dos ataques de Charlo, que sentiu. E, contrapartida, o americano apostou em duras investidas contra o corpo do campeão. Canelo 40 x 36 Charlo.

A diferença de estilos entre os pugilistas ficou evidente neste round. Dono do centro do ringue, o mexicno se descuidou em duas oportunidades e recebeu contra-ataques contundentes do rival. Mais rápido, Charlo trabalhou sua esquiva para não sucumbir diante da pressão recebida durante os três minutos. Assalto parelho! Canelo 49 x 46 Charlo.

A sexta etapa começou morna, com ambos os atletas se respeitando e esperando o melhor momento para atacar. No entanto, o campeão aplicou sólida blitz nos segundos finais e incomodou o desafiante com golpes na linha de cintura – garantindo o round Canelo 59 x 55 Charlo.

A estratégia de Canelo em apostar em ataques singulares e mais potentes surtiu claro efeito no sétimo round. Com um cruzado de direita na lateral da cabeça de Charlo, o mexicano levou o rival a knockdown no minuto inicial da etapa. A partir daí, o americano apenas se defendeu. Canelo 69 x 63 Charlo.

Round equilibrado. No oitavo giro, os boxeadores adotaram postura mais “plantada” e trocaram alguns golpes na curta distância, o que favoreceu o americano. No entanto, no minuto final, Canelo voltou a apertar o ritmo com sequências de cruzados junto às cordas. Canelo 79 x 72 Charlo.

Mais cansado, Canelo diminuiu o ritmo na nona etapa, o que abriu espaço para que Charlo encontrasse espaço para atacar. Veloz, o americano investiu em duas sequências de jabs e cruzados no centro do ringue que surpreenderam o campeão. Ao final do round, o mexicano tentou equibrou as ações, mas ainda assim perdeu a parcial por pouco. Canelo 88 x 82 Charlo.

Incomodado com o crescimento do oponente na disputa, Canelo tratou de explodir no início do décimo round. Em duas ocasiões, o mexicano acertou potentes golpes de encontro que acuaram o desafiante. Vitória parcial tranquila. Canelo 98 x 91 x Charlo.

Ciente da desvantagem no placar, Charlo tentou dominar o centro do ringue no penúltimo assalto e investir em golpes de encontro. A estratégia durou pouco e o americano terminou o giro novamente acuado pela potência e precisão dos ataques em linha reta do campeão. Canelo 108 x 100 Charlo.

Os últimos três minutos não reproduziram a emoção do resto do combate. Cansados, os atletas não trocaram golpes na curta distância e pouco conectaram nos momentos de luta franca. Mais uma vez, então, o domínio territorial e o volume das ações pesou a favor do campeão mexicano. Canelo 118 x 109 Charlo.

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