Entrevistas

Diego Lima explica presença de Charles Do Bronx no UFC Rio: “Pedido 100% dele”

O anúncio da luta entre Charles Oliveira e Rafael Fiziev como atração principal do UFC Rio, programado para o dia 11 de outubro, pegou boa parte da comunidade do MMA de surpresa – não só pela escolha do próximo adversário do brasileiro, mas principalmente pela presença do ex-campeão peso-leve (70 kg) em um evento ‘Fight Night’, algo que não ocorria há mais de cinco anos. Mas, de acordo com o treinador do paulista, esta foi uma escolha feita única e exclusivamente por ‘Do Bronx’.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight, Diego Lima – líder da equipe ‘Chute Boxe São Paulo’ e treinador principal do ex-campeão – revelou que foi o próprio Charles Do Bronx quem ‘bateu o pé’ para ser escalado como um dos protagonistas do ‘main event’ do UFC Rio. Isso porque, segundo o profissional, o lutador paulista ansiava por uma oportunidade de poder voltar a atuar no seu país natal.

Assim, coube a Lima – que também é empresário do lutador paulista – o papel de negociar com a alta cúpula do Ultimate a inclusão do ex-campeão no card do dia 11 de outubro, no Rio de Janeiro (RJ). Vale lembrar que a última vez em que Do Bronx competiu no Brasil foi em março de 2020, em Brasília (DF), no primeiro evento do Ultimate afetado pela pandemia de Covid-19. Na ocasião, o peso-leve venceu o americano Kevin Lee por finalização, com o Ginsásio Nilson Nelson completamente vazio, sem público.

“O Charles tem esse desejo de lutar no Brasil, ele quer lutar pelo povo dele, quer que a comunidade tenha acesso a ele no hotel, nos bastidores, que consigam ir na luta. Ele quer levar pessoas que não têm visto para poderem ir na luta. Ele tem um desejo muito grande de lutar no Brasil, e hoje não é mais por dinheiro. São 35 lutas no UFC, 15 anos na casa, ele é o recordista de recordes do UFC. A gente conversou muito com o Hunter (Campbell), Dana (White), Sean (Shelby) e eles estenderam esse desejo do Charles de lutar no Brasil. Foi um pedido 100% do Charles“, explicou Lima.

Fight Night vs Pay-per-view

O grande ponto de negociação envolveu a presença de um lutador do calibre – esportivo e financeiro – de Charles Oliveira em um evento Fight Night do UFC. Isso porque, normalmente, atletas com salários muito altos, como é o caso de Do Bronx, são reservados para cards numerados, nos quais a venda de pay-per-view e demais acordos comerciais fazem com que o Ultimate movimente muito mais dinheiro.

“O Charles, hoje, é gigante, é um lutador de UFC numerado. Até porque o numerado sempre tem mais verba. Ele é um cara de card numerado por causa do pay-per-view, porque a bolsa dele, hoje, é cara – uma das maiores do UFC. Só que o Charles tinha o desejo de lutar no Brasil, ele já pede há muitos anos para lutar no Brasil. O Charles, hoje, está com uma boa vida financeira, acho que ele realizou todos os sonhos que um lutador tem dentro do UFC: já foi dono de cinturão, é o maior recordista de finalizações, de bônus, de (vitórias pela) via rápida…”, ponderou o treinador.

Outra questão que rendeu questionamentos nas redes sociais após o anúncio foi a escolha do adversário. E segundo Diego Lima, de fato, Rafael Fiziev não era a primeira opção da equipe do ex-campeão. Porém, como Max Holloway – dono do cinturão ‘BMF’ (‘mais durão’) e alvo preferencial do paulista – ficará de molho até a temporada que vem por conta de uma lesão, Charles Do Bronx e seus representantes decidiram aceitar um duelo contra o 10º colocado no ranking peso-leve do Ultimate.

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