Aldo exalta nova alimentação e diz: “Muito mais fácil bater o peso no galo do que no pena”

José Aldo encara Petr Yan, pelo cinturão dos galos, no UFC 251 – Carlos Antunes

A opção de José Aldo por descer para o peso-galo (61 kg) pegou muita gente de surpresa, especialmente tendo em vista a dificuldade que o brasileiro apresentava para se manter dentro do limite de peso exigido nos penas (66 kg), categoria na qual reinou durante anos. No entanto, de acordo com o próprio lutador, o processo de emagrecimento rumo à balança da pesagem tem sido menos sacrificante do que na época em que dominava a divisão de cima, apesar dos quilos a mais para perder.

Na sua primeira e, até o momento, única apresentação nos galos, realizada em dezembro de 2019, Aldo não só bateu o peso com aparente tranquilidade, como não demonstrou sinais de desgaste durante a luta contra Marlon Moraes, ainda que tenha saído derrotado do combate em decisão controversa dos juízes. Agora, prestes a disputar o cinturão vago da divisão até 61 kg diante de Petr Yan, no UFC 251, na ‘Ilha da Luta’, em Abu Dhabi, o manauara promete que o cenário será o mesmo, apesar das mudanças provocadas pela pandemia do novo coronavírus.

Em entrevista à ‘ESPN’ americana, o ‘Campeão do Povo’ admitiu que o rígido protocolo adotado pelo UFC – que o fez viajar até São Paulo (SP) para fazer o teste para COVID-19 e ficar dois dias isolado em um quarto de hotel antes de partir rumo a Abu Dhabi – poderia representar um empecilho no corte de peso. Apesar disso, Aldo demonstra otimismo e aproveitou para exaltar a mudança alimentar que, de acordo com ele, é a principal responsável por tornar o corte de peso para a divisão dos galos mais tranquilo do que nos tempos em que competia nos penas.

“Acho que esses dois dias que nós vamos passar aqui em São Paulo, fechados dentro de um quarto, vão afetar o meu corte de peso um pouco. Mas eu trouxe minha corda, fico pulando corda, faço uma banheira, tento dar uma movimentada. Mas eu só tenho que agradecer ao Ultimate, por estar me ajudando também nesse lado, tem um pessoal lá que faz a minha dieta. Está muito mais fácil bater o peso no galo do que no pena”, revelou Aldo, antes de explicar essa mudança.

“Pela adaptação que eu tive que fazer na alimentação, a dieta, isso mudou tudo. Eu sinto que me deu muito mais energia, que rejuvenesceu meu corpo. Então hoje em dia eu estou com 69 kg já, sem fazer esforço nenhum, continuo treinando, fazendo as mesmas coisas. Quando eu batia esse peso na semana da luta (no peso-pena), eu já estava fraco, mal, sem forças. Hoje em dia é muito mais fácil, por causa dessa mudança alimentar”, finalizou.

Apesar da derrota na decisão dividida dos juízes para Marlon Moraes em sua estreia nos galos, José Aldo foi escalado para disputar o título da divisão contra o então campeão Henry Cejudo no UFC 250, que seria realizado em São Paulo, no dia 9 de maio deste ano. Porém, em razão da pandemia do COVID-19, que provocou diversas mudanças significativas no cronograma da entidade, o brasileiro viu Dominick Cruz ser nomeado novo desafiante e perder para ‘Triple C’ na edição 249, que acabou sendo realizada com quase um mês de atraso, na mesma data em que originalmente aconteceria a disputa na capital paulista.

Com a aposentadoria de Cejudo logo após a defesa de título bem sucedida, o manauara ganhou nova oportunidade de voltar a ser coroado campeão do Ultimate. No próximo dia 11 de julho, Aldo encara o russo Petr Yan no UFC 251, em disputa válida pelo cinturão vago do peso-galo.

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