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Kevin Lee defende criação de sindicato de lutadores do UFC: “Inevitável”

Kevin Lee segue sua campanha pela criação de uma nova categoria no UFC – Diego Ribas

Kevin Lee é um dos lutadores mais ativos no que tange a assuntos que desagradam o UFC. Principal militante da criação de uma categoria para os superleves (74,8 kg), ‘The Motown Phenom’ frequentemente fala sobre a necessidade de um sindicato de lutadores, a exemplo do que acontece nas principais ligas esportivas dos Estados Unidos. Em entrevista ao podcast de Joe Rogan, comentarista do Ultimate, o meio-médio (77 kg) afirmou que tal representação é “inevitável”.

As ligas de futebol americano, basquete, beisebol e hóquei nos Estados Unidos têm, cada uma, um sindicato de atletas. As entidades são responsáveis por, entre outras funções, negociar coletivamente tetos e pisos salariais e condições de trabalho para os esportistas. No UFC, porém, apesar de algumas tentativas incipientes, pouco se conseguiu no sentido de unificar os atletas.

A mais recente investida foi o Project Spearhead, capitaneado pela peso-galo (61 kg) Leslie Smith e que tinha como diretores o meio-médio Al Iaquinta e o peso-leve (70 kg) Kajan Johnson. Mas, com a demissão de Smith e de Johnson do UFC, a ideia esfriou — não só pela perda de representantes dos atletas na empresa, como também pelo impacto simbólico que o desligamento de insurgentes provoca nos demais lutadores do Ultimate.

Para Lee, entretanto, mais cedo ou mais tarde os lutadores perceberão que precisam se unir para defender suas causas. Apesar disso, ‘The Motown Phenom’ entende que a força do UFC no MMA mundial ainda dificulta este movimento por parte dos atletas.

“Acho que é inevitável. Eventualmente, vai acontecer. Acho que o UFC vai mudar um pouco, acho. É como vejo a maneira como o Facebook está fazendo as coisas e todas essas outras empresas, essas grandes empresas privadas, mas elas são muito grandes”, falou.

Embora considere que existam aspectos que precisam melhorar na relação do Ultimate com os atletas, Lee reconheceu que, de maneira geral, tem mais a agradecer do que a reclamar. Segundo ele, a mudança que os contratos com o UFC realizaram em sua vida é tão grande que chega a compensar os problemas.

“Eu assino o contrato, sei o que estou assinando. Sempre que eu faço e digo que vou fazer algo, eu sempre me certifico de que vou cumprir. O UFC me proporcionou tanto, que onde minha vida está é muito diferente do que achei que seria. Eu pensei, de verdade, que tudo seria diferente. Proporcionou uma vida melhor para a minha família. Me proporcionou tanto que qualquer ponto negativo nisso, eu não posso… É quase como uma mera queixa”, finalizou.

Kevin atravessa um momento delicado da carreira dentro do UFC. Depois de perder para Al Iaquinta em dezembro de 2018, Lee decretou o fim de sua passagem pelos pesos-leves, categoria na qual já havia falhado na balança quatro vezes na carreira. O americano, então, subiu para os meio-médios, mas estreou com derrota para Rafael dos Anjos em maio último.

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